Assim como o preto-e-branco, que se tornou colorido e atualmente está em High Definition, a palavra está também em seu eterno processo de mudança. Cada vez mais sintetizada, conceitual. O reclame virou anúncio. O parágrafo virou frase. Talvez só um título e olhe lá.
As cartilhas tomaram o formato Issuu. Os livros viraram e-books. Será que ainda ouviremos, daqui a décadas, o barulho do virar das páginas?

Parafraseando Vinícius, pedirei ao sabiá do dia, para que peça ao rouxinol, para mandar-te presto, este e-mail, ao invés do antigo avigrama: palavra minha, saudades de quem te ama!
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